Atrás da Linha do Amor
Volto a narrativa nesse livro sobre as dificuldades de se amar em meio à distância. Uma temática já abordada em Um coração em Guerra, que fez bastante sucesso. A diferença é que Atrás da Linha do Amor será apreciado por um público maior. A especificidade de se amar um militar será um ingrediente da estória e, não, o centro do enredo.
O conflito principal será a impossibilidade que Duda e Maurício enfrentarão para poder se amar. E não é a distância de que estou falando não, mas uma dificuldade bem mais complexa. Se quer descobrir, mergulhe na estória e fique grudadinho na trama.
“Ele tinha os olhos penetrantes e desafiadores, capazes de bloquear toda minha resistência. Meu coração ardia flamejante quando tentava ficar longe do seu magnetismo. Tínhamos sido proibidos e nossas almas pareciam não entender o que era certo.”
>> atrasdalinhadoamor.blogspot.com/
Beijo de Chocolate chega ao clímax final
Escrever Beijo de Chocolate foi uma deliciosa experimentação. Comecei com uma idéia inicial do casal Andy e Felipe e terminei passando pela vida de diversos personagens. Conforme o público gostava, e eu me sentia mais à vontade, aumentava o tempo de permanência de cada casal no enredo.Inevitavelmente aconteceu de Tamires e Vítor dominarem a trama com uma grande paixão por parte das leitoras. Mas, sempre pediam para que Andy voltasse. E foi ela que fechou com chave de ouro o livro.Aprendi nesse ebook a me aperfeiçoar na narrativa mental dos protagonistas e torná-la tão boa de ler quanto os diálogos. Cresci um pouco mais como autora. Um degrau acima no caminho desse meu hobby preferido. Obrigada a todos que seguiram o enredo.
Beijo de chocolate: doces estórias que se misturam
O livro Beijo de Chocolate começou com um estranho sonho que tive no qual uma pessoa tinha um acidente, perdia a cordenação motora e tentava se recuperar. Não sabia por que aquilo veio parar no meu inconsciente. Mas, pareceu absurdamente real. Não tentei arrumar explicações, transformei em um livro. Ele começou com uma estória principal. Depois, decidi quebrá-la em várias fragmentos. São micronúcleos de romance. Assim, fica mais serial e menos cansativo. Porém, me deparo com o desafio de conquistar o público várias vezes. Não é nada, nada, fácil. Mas, é instigante. Agora, estou roterizando os acontecimentos da Tamires com o Kali. Esse núcleo será mais jovial, com cenas na escola, na rua, nas festas. Tem um lado místico dos dois conseguirem ver pessoas de outros planos. Estou tenstando esse meu lado da escrita.Depois, vou voltar para o personagem inicial e retomar seu romance com Andy. Quem está acompanhando a estória, não podem perder! Outra diferença é que dessa vez quero me aproximar mais da realidade, pegar elementos do mundo da economia, política e televisão. Tentarei resolver os problemas de contextualização dos fatos com links para que leitores futuros entendam do que estamos falando.Um beijo! Confiram Beijo de Chocolate aqui>>
Os bastidores das histórias
Quem pega um livro para ler deve ficar curioso para saber como é o dia-a-dia de sua elaboração. Enquanto estamos lendo, imaginamos o que se passou pela cabeça do autor para fazer aquela ou outra cena. Onde estava, o que sentia enquanto produzia os capítulos são curiosidades comuns dos leitores.
Não sei se vou quebrar o encanto, mas minha rotina não é nada muito fora do comum. Escrever um livro precisa de planejamento. Primeiro escolher um tema, discernir o perfil dos personagens e ter uma idéia do que será o começo, o meio e o fim. Na rotina diária, ele será aprofundado.
Nos momentos vagos, eu organizo na minha cabeça o que acontecerá com meus personagens nos próximos capítulos. Mas a densidade de cada cena surge na hora de colocar os dedos sobre o teclado. Entra aí o dom da fantasia, da criação, do processo de sonhar.Simplesmente penso na cena, visualizo bem, me concentro, deixando de lado toda e qualquer ligação com o mundo a minha volta e desligo a tomada da realidade. (Quantas comidas já não queimei por conta disso!). Chego a tal ponto da abstração, que eu me vejo apenas descrevendo o que ouço meus personagens dizem na minha cabeça. Parece que meus dedos são guiados pela cadeia de idéias, de falas, de visões sem que eu possa controlar.VerossimilhançaMuitas pessoas já me falaram sobre a capacidade que tenho em narrar de tal forma as cenas que elas se sentem nos lugares onde ocorrem. Esse é o ponto em que qualquer escritor gostaria de chegar, fazer o que está na sua cabeça rodar como um filme na mente do leitor. Mas nem sempre a descrição é o foco, gosto muito dos diálogos. Escrever uma conversa entre os personagens para mim é a melhor parte.Trilha da criaçãoO que ouço quando escrevo? Tem quem goste de trabalhar com música ambiente. Eu me desconcentro um pouco. Porém, se o dia está de total falta de idéias, eu preciso procurar uma fonte de inspiração. Ligo uma música, fecho os olhos e tento relaxar. Atualmente, estou vendo alguns vídeos na Internet. Desse modo, eu me deixo sensibilizar e pronto, algum ponto dentro de mim se conecta com meu “eu” escritora. Depois disso, eu prefiro o silêncio para escutar meus personagens. Mas, algumas cenas muito emocionantes, que tiveram uma carga forte, foram escritas no ritmo de alguma música significativa pra mim. O livro “O amor está no quarto ao lado” teve bastante disso.A melhor hora pra escreverO melhor momento é quando há tempo. Minha vida é muito corrida mesmo, cheia de atividades, então, se surge uma brecha, não posso desperdiçar. Se pudesse escolher, diria que a noite. Gosto da quietude da madrugada, consigo mergulhar melhor na trama. Às vezes, paro, fico olhando a tela por alguns minutos, esperando a palavra que quero vir para descrever exatamente o que desejo. De repente, ela chega e volto ao ritmo dos dedos acelerados pelas teclas. Sim, escrevo muito rápido. Procuro ter cuidado com a tendinite. Canto da autoraSobre o lugar... Bom, mudei recentemente para um apartamento. Até “Amor de Alto Risco”, escrevi em uma pequena sala de estudos. Lá, havia um computador grande e preto com uma tela grande, prateleiras com livros e papéis, flores brancas ao lado do monitor, porta-retratos de pessoas queridas, canetas, muitas pastas, pilhas de revistas, telefone, CDs etc. Agora, moro em um lar muito menor. Meu cantinho de escrever está mais clean. Alguns cadernos de anotações, canetas, calendários, fotos e meu computador. Mas, como ele agora é portátil, sento no sofá para escrever e, depois, conecto na rede para publicar, no quarto.Já já conto mais! Beijos.
O nascimento de um personagem
Os personagens parecem se tornar pessoas de carne e osso a medida que nós mergulhamos nas estórias. Como eles nascem na minha cabeça? Meus leitores se envolvem com os personagens e criam uma relação de ódio e amor. Em "No quarto ao lado", como eles apelidaram o livro da Jeni e do Ruan, chegaram a fazer uma comunidade do orkut para as Fãs do Ruan. É fácil criar um personagem tão querido? Não! Não é. Eu preciso me encontrar primeiro com meus personagens. Começo procurando em um banco de imagens da Internet ilustrações para o design da página. Entre as centenas, sempre olho para uma e digo: “Esse é o meu personagem”. Alguma coisa me toca para que eu “sinta isso”. É mais abstrato do que se possa imaginar mesmo. Depois, ao longo dos capítulos, ele vai se mostrando para mim “bom”, “mal”, “errado”, “certo”. Bem e mal, melhor, os dois: Os personagens bons podem cometer ações más. Não gosto de fechar as personalidades. Todo mundo tem seu tempo de mocinho e de bandido. Acho interessante fazer essa flutuação ao longo da trama, porém, deve ser na hora certa, caso contrário, pode causar rejeição nos leitores. Os roteiristas de novela sabem bem o que é isso, nem sempre aquele personagem que é tido como principal é o que mais cativa, o público pode se identificar com um secundário. Nesse ponto, a interatividade é essencial. O recurso de comentários no site vira um termômetro em que eu descubro a empatia dos meus leitores. Nos livros que só divulgo quando prontos não há essa possibilidade, só posso mesmo receber uma opinião formada. Já naqueles escrito do modo serial, um capítulo por dia, isso fica mais fácil. Invenção ou apropriação livre da realidade? Gosto de colocar meus personagens em situações muito cotidianas mesmo, isso ajuda na verossimilhança das cenas. Acho muito legal, quando está tão real que as pessoas confundem e pensam que é uma narração autobiográfica. Certo dia, recebi um recado de uma mulher me dizendo que estava feliz por saber que meu namorado tinha a mesma característica do seu. Eu fiquei muito intrigada porque essa característica citada nada tinha a ver com meu namorado e passei alguns minutos tentando entender de onde aquela idéia tinha saído. Foi quando me toquei que um dos meus personagens era assim! Ou seja, em alguns momentos o leitor acaba pensando que o meu personagem é apenas uma desculpa para eu reproduzir uma realidade que eu vivi. Isso pode até acontecer, mas não é muito comum. Acho que quando uma mentira é muito bem contada parece uma verdade quase dogmática. Na maioria dos casos meus personagens incorporam pessoas que eu conheço e que passaram por determinadas situações. Geralmente alguém me motiva, sem saber, a começar um livro. Algumas vezes coloco experiências minhas, mas na boa parte é criação mesmo. É difícil memorizar os detalhes. Por isso, tenho que anotar tudo pra lembrar qual a cor do olho ou do cabelo de um dos personagens de todo o elenco do livro. Mas, se errar, os leitores vão perceber. Há tempo de editar, claro. Tento fazer o melhor.
Quem será a voz da vez
Quem vai contar a estória? A personagem, O personagem, ou o narrador? Quem sabe dois, quem sabe os três. Ou mais convencionalmente, um só. Essa é a primeira escolha que um autor deve fazer.Confesso que particularmente gosto do foco da narrativa masculino. Descobri isso escrevendo muito e me vendo tendo mais facilidade em narrar no masculino, não me pergunte por quê!Mas dependendo da estória, o personagem feminino é o mais adequado. Em “Um coração em Guerra”, por exemplo, eu queria falar sobre o universo e a vida das namoradas. Não era minha intenção mostrar o lado de lá da academia. Nada mais justo do que a Bela narrar a estória. Interessante ter entrado o blog da personagem neste contexto. É possível contar o fato de duas maneiras e ter o retorno do leitor conversando com a própria personagem. Esse material entra no livro como assunto das cenas e enriquece a trama, além de fidelizar os leitores, que se sentem também personagens. Viva a Internet!Idade dos Personagens:Narrar através de um personagem mais velho pode ser por horas mais fácil, por outras maçante. Ao contrário, contar o enredo por meio de personagens jovens permite uma variedade de confusões e inquietudes instigantes. Da mesma maneira, essa é uma questão que dependerá do público leitor. Eu preciso antes de começar o livro saber quem será a maioria que irá lê-lo: o que gosta, o que pensa, em que acredita e etc.
Como produzir aquela "vontade de quero mais"
Uma estória costuma começar de maneira tranqüila, surge um clímax e depois o final. Assim acontece nos livros. Mas, os meus leitores já sabem que a qualquer momento tudo pode mudar em uma contínua rede de clímax. Vocês acham que há alguma lógica na construção da trama?Contar um fato pode merecer poucas linhas ou ser levado por dezenas de capítulos. Nesse último caso, necessitamos de uma estrutura diferente. Costumo fazer um enredo em "ondas". Seria um subir e descer de clímaxs. Às vezes, demora mais para chegar ao ponto auge. Mas é ao sabor das ondas que o enredo vai se desenrolando. Isso é essencial para prender a atenção dos leitores nos livros on-line. No meio de tantas tarefas do dia-a-dia, fazer o leitor lembrar de voltar na página do livro é uma arte. O ponto aberto pode ser uma questão não respondida, uma decisão a se tomar, mas sempre deixando aquele “gostinho de quero mais”. Nem que para isso a cabeça da escritora dê um nó.O mais complicado é quando o clímax no meu cronograma ainda vai demorar e os leitores querem logo. Ai, é hora de compactar vários capítulos em um ou dois. É uma dança que se deve dançar ao sabor das expectativas dos leitores. Muito diferente de um livro escrito quadrado, fechado e depois disponível para a leitura. Em outros momentos, os leitores são surpreendidos por clímax que não esperavam e ficam mais ansiosos ainda para o próximo capítulo. É uma variação nunca totalmente prevista. Cada estória tem suas peculiaridades.Como tenho um dia muito corrido. Anoto nos meus cadernos as idéias que surgem. Os insights surgem no ônibus, no meio do trabalho, a qualquer hora. Mas, geralmente, fluem naturalmente enquanto escrevo os capítulos. Não há uma regra definida. Porém, é importante ter organização.
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